terça-feira, 7 de setembro de 2010

ENSAIO SOBRE AMORES PEQUENOS

É disfarce. Tento recompor as minhas falas. Tento dizê-las com harmonia para te convencer. Para te entorpecer. E ainda assim é disfarce. Não é mentira. Não é faz-de-conta. Não é vazio. É disfarce. É constrangimento por não caber em nós o que só existe em mim. É desperdício, por não achar confortável o que há em você. É disfarce. É lingua estrangeira. É barulho. É absurdo. Quase absoluto. É um amontoado de misérias disfarçadas de afeto. É disfarce. É ensaio sobre amores pequenos.


[Tati]

Mais pequenas doses aqui

4 comentários:

Luana Gabriela disse...

Fê, que texto lindo!
Ainda que pequenos o importante é que sejam amores =D

Bjos

Tati disse...

Fê, os analgésicos & opioides adoraram aparecer por aqui. Eu, como dona deles [na verdade acho que na realidade eles são meus donos] agradeço o carinho.

Edu disse...

Amores pequenos
amores mesquinhos
Nada de amor
Nada de flor
Somente espinhos (descaminhos)

Lindo!

Bjos

Talita Prates disse...

"É constrangimento por não caber em nós o que só existe em mim."
: só os corajosos assumem o platonismo.

Muito bom texto! Adorei.

Um beijo pra Tati e pra Fê!

Talita
História da minha alma