quinta-feira, 25 de março de 2010

Ela tem um medo assombroso de mim, do quanto posso feri-la. Eu tenho um medo danado dela, porque é bem capaz de viver sem mim. A linda cretina nunca disse que não vive sem mim, acredita? Nunca, nem dormindo…


O amor dela é tranquilo, imutável, o meu é para agora, renovável. Ai se ela não demonstra apego numa tarde, mergulho em surto. Ela não depende de jura e declarações, está bem assim, cercada de um silêncio atento, sabendo que a amo. Quando preciso dela, ela supõe que é drama e mais uma artimanha para ser o centro dos acontecimentos. Quando ela precisa de mim, eu deduzo que ela procura se afastar e perdeu o interesse. Já brigamos no carro, no elevador, no shopping, acordamos vizinhos, assustamos os donos e seus cães na rua e insistimos e nos perdoamos porque somos tão apaixonados.

(...) Muito mais do que poderia conservar numa vida. Muito mais do que possuo condições de antecipar pela minha ansiedade.

A esperança pode vencer a experiência. A esperança é uma experiência.

Fabrício Carpinejar

...



Eu já nem sei ao certo quanto tempo faz. Mas há coisas que são atemporais. Teu abraço que me prende toda, teu riso ao meu lado em frente à TV, nossa música tocando no rádio, a madrugada em que não te deixei beber, o jeito que te cuidei esses anos todos, mesmo quando estávamos longe. Eu sei, sei que você pensa que tudo dentro de mim mudou, e que depois daqueles beijos só restou amizade. Não restou nada. O que acontece é que teus beijos e carinhos brotaram um amor incondicional em mim, como achei que jamais conseguiria sentir, quando achei que não sentia mais nada por ti. Sei também que alguns sentimentos são feitos não para serem vividos, mas apenas sentidos, calados, quietos. Te amo mesmo no silêncio. Te amo ao esticar a segunda letra de teu nome, quando te escrevo, te amo esquecendo você cada dia um pouquinho, e isso há anos. Namorei alguém tentando te esquecer, esqueci quem eu era com a distância entre nós dois. Te amei sem saber, e me pergunto se isso é possível. Amar e não morrer de saudade. Amar e não morrer de vontade. Amar e seguir vivendo como se não fosse nada. Como se não fosse para hoje a necessidade que tenho do teu braço, do teu riso, do teu amor. Como se a vida não pudesse acabar amanhã. Como se o amor também não pudesse morrer.

Sempre a Lua... que mesmo não querendo falar, sempre fala por mim

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"Eu descobri que preciso ir, porque você depositou todos os seus medos em mim e eu não consigo carregar sozinha. Se eu quiser ir lá na esquina, você vai me segurar e eu não quero mais cordas.
Eu preciso aprender a lidar com os meus medos e você com os seus. Não posso viver pisando devagar por causa das suas inseguranças, quando o que eu quero é correr.

Vou na esquina descobrir novas cores e brilhar os meus olhos. Quero sentir mais coisas bonitas porque quando a gente fica parado a gente sente muito pouco. Todo mundo precisa andar para sentir as coisas diferentes. Ás vezes nem andar adianta porque em alguns momentos é necessário arriscar, sair, ou agir, para simplesmente sentir algo.

E o sair, e até mesmo o sentir, é tão difícil, sabe? Abrir a porta é destruir todos os muros que a gente cria para se proteger.

Estou abrindo a minha porta e volto daqui a pouco pra você saber que eu volto pra casa. Abra a sua porta e me veja saindo e voltando pra tentar acabar com os seus muros.

Eu sempre volto, e sempre vou voltar.
Estou indo ali só pra você saber disso, e ter certeza, sabe?

Até logo."